Fragatas com saudades de andar de AC...

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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Tharros

As ruínas de Tharros são os vestígios arqueológicos urbanos mais importantes da Sardenha e localizam-se perto da localidade de San Giovanni di Sinis.


Igreja de San Giovanni de Sinis (séc. XII), corpo quadrado e cúpula séc.VI



Estava um calor abrasador de quase 40° e para aceder às ruínas é necessário caminhar cerca de 500 m a pé, uma vez que nesta estrada de terra batida é proibido trânsito a ACs.

A caminho das ruínas

Pode ser visitada por 7€ adulto e o bilhete compreende também visita ao Museu Civico de Cabras, o município a que pertençe esta pequena localidade.


Fundada por fenícios por volta do final do séc.VIII a.C., era uma das cidades mais importantes da Sardenha na idade Púnica (final de VI a.C. a 238 d.C.); construída junto a uma cidade nurágica, cujas ruínas foram recentemente descobertas na colina de Su Muru Mannu.


O seu “Thopet” data da época fenícia e consiste num santuário a céu aberto, onde eram colocadas urnas de terracota de crianças e realizados sacrifícios de animais.
No entanto o maior desenvolvimento de Tharros ocorreu durante a época romana, com a construção de edifícios religiosos e públicos como templos, termas e uma rede de estradas de basalto; entre os melhor conservados encontra-se o castellum aquae (depósito de água da cidade), o templo monumental e os banhos termais.


Posteriormente um edifico de banhos foi transformado em basílica cristã com o seu batistério.
O declínio de Tharros deu-se cerca do ano de 1071 quando a população começou progressivamente a deslocar-se para Oristano por a sede episcopal para aí se ter transferido

















segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Continuando por Bosa e Oristano

8º dia – 27 de Agosto – 6ª feira
Alghero → Bosa → Tharros → Oristano → Torre Grande
(197 km)


Saímos do Camping Paradise (20€/dia) ainda para explorar um pouco mais os arredores. Muito perto deste situam-se os Nurache Palmavera (havíamos comprado bilhete conjunto em Anghelu Ruju).

Nurache Palmavera


Estes Nuragues situam-se também na reserva de Porto Conte, na colina de Palmavera, a cerca de 1200m do mar.

Nurache Palmavera


A exploração arqueológica iniciou cerca de 1904 por Antonio Tarameli e consiste numa planta nurague complexa, rodeada por uma aldeia.


Nurache Palmavera

Na Sardenha existem cerca de 7000 edifícios nurague, datados de 1800 a 300 a.C., estas curiosas e complexas construções cónicas foram erigidas com enormes blocos de basalto, trazido de vulcões extintos.

Nurache Palmavera

Não se sabe muito sobre o povo que os construiu, assim como não se sabe muito sobre a sua função, se alguns terão tido funções de fortaleza de defesa, outros foram túmulos; geralmente o conjunto destas torres truncadas, é rodeado de uma muralha e em redor a alguma distância foram posteriormente construídas aldeias.
Palmavera é um dos principais complexos da ilha.

Nurache Palmavera


Seguimos depois mais para Norte até ao Cabo Caccia aproveitando a maravilhosa paisagem;

Capo Caccia

de regresso a sul dirigimo-nos a Bosa, sempre numa estrada panorâmica junto ao mar que nos proporcionou vistas lindas.


Bosa, é a cidade onde desagua o único rio navegável da ilha o Temo, este está intimamente relacionado com a história e as tradições da cidade. Ao lado do centro urbano podemos ver numa colina, o Castelo de Serravalle, construído pela família Malaspina no séc. XII. O centro histórico é constituído por ruelas e becos de prédios estreitos.

Bosa
Bosa
Bosa
Castelo de Serravalle
Bosa

Nas margens do Temo encontram-se as Sa Conzas, antigas casas e oficinas dos tintureiros locais.
Sa Conzas

Mais perto da foz a Marina de Bosa é uma zona mais recente, onde se situam hotéis e restaurantes.
Marina de Bosa


Para entrar no centro histórico é necessário atravessar um ponte por onde é proibido circular de AC, para isso existe um parque próprio, identificado para tal na Piazza Nassiyria; estava lá estacionada apenas uma AC alemã pois a maioria das ACs não respeitava o sinal e atravessava a ponte!

Sa Conzas (e uma AC a passar a ponte!)

Bosa
Almoçamos uma refeição leve numa esplanada do centro que não nos impressionou, e continuamos mais para sul em direcção a Tharros, ruínas de uma cidade fenícia (da qual falaremos no próximo post). Depois da visita, seguimos para Oristano.
Em Oristano estacionamos no parque da Via Solferino (2.2€/2h30), perto do centro da cidade, que visitamos a pé; a Piazza Eleanora d’Arborea, a Igreja de S. Francisco, a Igreja de Sta. Clara e a Torre de S. Cristoforo em tempos a entrada da cidade e também chamada Porta Manna.


Porta Manna

Piazza Eleanora de Arborea

Oristano possui vários difícios históricos e uma mistura de igrejas de vários estilos mas predominantemente barrocas.



Duomo de Oristano




Possui também, aliás como a maioria das cidades da Sardenha, uma área de serviço para AC na Vialle Repubblica (L8º34'42.28'' N39º54'29.423'', gratuita).

Depois de um abastecimento no supermercado onde não faltou queijo pecorino (de ovelha) típico sardo, vinho e pane carasau (pão típico em forma de disco, crocante, feito à base de farinha de sêmola ou cevada e levedura de cerveja), seguimos para Torre Grande uma praia perto de Oristano.
Torre Grande é uma cidade pequena e aqui optamos por pernoitar na Via Mille Lire (onde cruza com a Via Amalfi), uma paralela com a marginal, nesta Avenida e suas transversais encontravam-se aqui e ali algumas ACs. Após jantarmos na AC passeamos na marginal, encerrada ao trânsito, povoada de vendedores ambulantes, pequenos carroceis e insufláveis. Quem se divertiu muito nessa noite foram as crianças e nosso cão!

Torre Grande

A noite foi um pouco barulhenta devido pelos automóveis nocturnos sempre acelarados... na manhã seguinte pudemos observar algumas ACs no extremo norte da marginal, estacionadas mais longe do centro mas com vista para o mar...
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